de valor
histórico, também é fundamental
ir buscar as informações nas suas fontes.
Falando em Fontes
Franciscanas
ou
Clarianas,
queremos saber qual a melhor forma de ter informações
genuinas sobre São Francisco, Santa Clara de
Assis e o movimento franciscano.
Foi só no fim do século XIX que se começou
a trabalhar o material franciscano e Clariano a partir
de fontes garantidas. Antes disso, era comum usar uma
metodologia popular, que só visava a divulgação.
As Fontes históricas são documentos de
qualquer tipo em que possamos descobrir de maneira direta
os fatos passados pelos quais estamos interessados.
Às vezes também são importantes
documentos indiretos, que são antigos e se basearam
nas fontes. Nesse caso, não falamos em fontes
mas em subsídios. Mas os subsídios adquirem
valor de fontes se os documentos mais antigos em que
foram baseados tiverem sido perdidos.
Há dois tipos principais de Fontes: os vestígios
e os testemunhos. Os vestígios foram deixados
inconscientemente; os testemunhos foram deixados por
pessoas que quiseram passar alguma coisa para a história.
1. Vestígios são, por exemplo, objetos
(como ossos, utensílios, armas...) ou tradições
(como instituições, usos, costumes...)
ou mesmo escritos (como acordos políticos, anotações
pessoais ou comerciais...).
2. Testemunhos podem ser mudos, orais ou escritos. Em
geral são mais claros e reveladores, mas podem
não ser tão originais, porque nós
sempre julgamos e selecionamos o que comunicamos.
Testemunhos mudos são, por exemplo, os monumentos,
os ritos que se instituiram para preservar a história.
Testemunhos orais são, por exemplo, mitos, provérbios,
cânticos... Os testemunhos escritos costumam ser
os mais importantes e são constituídos
geralmente por narrativas, documentários ou expressões
de atividades artísticas. As Fontes Franciscanas
e Clarianas, neste caso, vão ser tratadas só
de documentos escritos.
Introdução e textos traduzidos por
Frei José Carlos Corrêa Pedroso, OFMCap.
O texto nos foi cedido por: www.procasp.org.br