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ORAÇÃO
DE SÃO FRANCISCO
Senhor,
fazei-me instrumento de vossa paz !
Onde houver ódio, que eu leve o amor
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão
Onde houver discórdia, que eu leve a união
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé
Onde houver erro, que eu leve a verdade
Onde houver desespero, que eu leve a esperança
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Mestre, fazei que eu procure mais
consolar que ser consolado
compreender que ser compreendido
amar que ser amado
Pois é dando que se recebe
é perdoando que se é perdoado
e é morrendo que se vive para a VIDA ETERNA !
O
Cântico do Irmão Sol
Quase moribundo, São Francisco compôs o Cântico do Irmão
Sol (ou Cântico da Criaturas). Até o fim da vida, queria
ver o mundo inteiro num estado de exaltação e louvor
a Deus.
No outono de 1225, enfraquecido pelos estigmas e enfermidades,
ele se retirou para São Damião. Quase cego, sozinho
numa cabana de palha, em estado febril e atormentado
pelos ratos, deixou para a humanidade este canto de
amor ao Pai de toda a criação.
A penúltima estrofe, que exalta o perdão e a paz, foi
composta em julho de 1226, no palácio episcopal de Assis,
para pôr fim a uma desavença entre o bispo e o prefeito
da cidade. Estes poucos versos bastaram para impedir
a guerra civil. A última estrofe, que acolhe a morte,
foi composta no começo de outubro de 1226.
A oração do santo diante do crucifixo de São Damião
e o Cântico do Sol são as únicas obras de São Francisco
escritas em italiano antigo e, por isso, são dos mais
importantes documentos literários da linguagem popular.
Foi nesta língua que ele, certamente, ditou a maioria
dos seus escritos, antes que os irmãos versados em letras
os traduzissem para a língua comum da época, o latim.
O Cântico do Irmão
Sol
Altíssimo, onipotente, bom Senhor
Teus são o louvor, a glória, a honra
E toda a benção.
Só a ti, Altíssimo, são devidos;
E homem algum é digno
De te mencionar
Louvado sejas, meu Senhor,
Com todas as tuas criaturas,
Especialmente o senhor irmão Sol,
Que clareia o dia E com sua luz nos alumia.
E ele é belo e radiante
Com grande esplendor:
De ti, Altíssimo, é a imagem.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pela irmã Lua e as Estrelas,
Que no céu formaste as claras
E preciosas e belas.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelo irmão Vento,
Pelo ar, ou nublado
Ou sereno, e todo o tempo,
Pelo qual às tuas criaturas dás sustento.
Louvado sejas, meu Senhor
Pela irmã Água,
Que é muito útil e humilde
E preciosa e casta.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelo irmão Fogo
Pelo qual iluminas a noite,
E ele é belo e jucundo
E vigoroso e forte.
Louvado sejas, meu Senhor,
Por nossa irmã a mãe Terra,
Que nos sustenta e governa
E produz frutos diversos
E coloridas flores e ervas.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelos que perdoam por teu amor,
E suportam enfermidades e tribulações.
Bem-aventurados os que as sustentam em paz,
Que por ti, Altíssimo, serão coroados.
Louvado sejas, meu Senhor,
Por nossa irmã a Morte corporal,
Da qual homem algum pode escapar.
Ai dos que morrerem em pecado mortal!
Felizes os que ela achar
Conformes à tua santíssima vontade,
Porque a morte segunda não lhes fará mal!
Louvai e bendizei a meu Senhor,
E dai-lhe graças,
E servi-o com grande humildade.
A Benção de São Francisco
"O Senhor te abençoe e te proteja. Mostre a sua face
e se compadeça de ti. Volva a ti o seu rosto e te dê
a paz"
( NM 6,24-26).
Saudação à Mãe de Deus
Salve, ó senhora, Rainha santa, Mãe santa de Deus, ó
Maria, que sois Virgem feita Igreja, e escolhida pelo
santíssimo Pai celestial, que vos consagrou com seu
santíssimo e dileto Filho e o Espírito Santo Paráclito!
Em vós residiu e reside toda a plenitude da graça e
todo o bem! Salve, ó palácio do Senhor! Salve, ó tabernáculo
do Senhor! Salve, ó morada do Senhor! Salve, ó manto
do Senhor! Salve, ó serva do Senhor! Salve, ó Mãe do
Senhor, e salve vós todas, ó santas virtudes derramadas,
pela graça e iluminação do Espírito Santo, nos corações
dos fiéis, transformando-os de infiéis em (servos) fiéis
de Deus!
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