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Informativo
Mensal Ano V, n. 49 Ondas Curtas 01.04.2007 Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus |
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www.franciscanossp.org.br
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PALAVRA DO MINISTRO CUSTODIAL |
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Caros confrades, irmãs e amigos leitores, Jesus ressuscitou e está vivo entre nós! A certeza da vitória da vida sobre a morte levou e leva muitos irmãos e irmãs a enfrentar a morte com coragem, especialmente quando trata-se de defender a vida dos outros: “ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos” (Jo 15,13). Assim, cremos firmemente que Jesus desfigurado... desprezado... ignorado... sofredor... humilhado... desonrado... triturado... chagado... arrastado para a matadouro como o servo de Javé (cf Is 52-53), continua dando a vida e ressuscitando em todos as vítimas da opressão, da ganância, da colonização, da corrupção e do imperialismo dos poderosos deste mundo. Um processo injusto, covarde, autoritário e inaudito, levou o Nazareno para a pena de morte interrompendo a construção do Reino de irmãos onde a vida e a dignidade de todos fossem respeitadas. O Deus feito homem foi vítima da ambição, do poder (político, religioso e econômico) e da ignorância. Perseguido não se acovardou renunciando sua missão. Abraçou a cruz, o sofrimento e a morte. Como não enxerga-lo naqueles que abraçam as cruzes impostas pela ambição desenfreada, pelos poderes avassaladores, pela ignorância? Quem for capaz de entrar na pele de um sofredor o reconhecerá. Quem for capaz de fazer parte da história dos sofredores da América Latina o reconhecerá. Reconhecendo-o, agirá como o cirineu, será solidário ajudando a carregar a cruz. O sangue derramado na América Latina não será em vão. Brotará como o lenho seco nas mãos de Deus. A história comprova que entregar a vida por amor não é em vão, pois os frutos vivificantes são inúmeros. Não são poucos profetas que lêem na história o sacrifício contínuo. Juan Sobrino é um deles. Jesus ressuscitou! Aleluia! A vida continue vencendo a morte! FELIZ PÁSCOA! Frei Valmir Ramos, ofm |
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DAS NOSSAS FRATERNIDADES |
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BEBEDOURO – Passada a Páscoa, a fraternidade de Bebedouro
estará empenhada nos preparativos da Festa Franciscana que será
durante todo o mês de maio. As expectativas são boas e
o arrecadado será solidariamente dividido entre a Paróquia
e o Educandário. Os freis José Ricardo e Valdemir ajudarão
nas celebrações da Semana Santa. |
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NOSSOS CONFRADES |
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No último dia 04 de março, o Frei
Flávio Aparecido Fernandes Luna passou por cirurgia devido a uma
apendicite. A cirurgia foi feita em Franca e tudo correu bem e ele se
recuperou logo. O Frei Valmir Ramos cumpriu a Visita Canônica na Fundação N. Sra. das Graças no Piauí entre os últimos dias 16 a 28 de março. conversou com todos os 21 frades daquela fraternidade e visitou muitas comunidades atendidas por eles no centro-sul do PI. Foi um tempo propício para conhecer, aprender, servir e conviver com os confrades de lá. Nomeado visitador geral assistente, Frei Valmir terminou a visita e fez o relatório a ser encaminhado para o visitador de Benevento e para o Ministro Geral. O Frei Valmir viaja para a Itália a fim de participar do Capítulo Provincial no próximo dia 08 de abril. Retorna no dia 01 de maio. No último dia 28 de março o Frei Fábio Rogério Sanches foi internado devido a uma apendicite já necrosada. Ficou na Santa Casa de Marília esperando por uma decisão médica. Nossas orações e votos de boa e rápida recuperação. |
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OBRAS SOCIAIS |
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No último dia 12 de março a equipe do trabalho social
reuniu-se em Olímpia para conversar sobre o andamento das várias
instituições e do novo projeto daquela cidade. Um dos
pontos conversado foi sobre uma proposta de municipalização
da Educação Básica no Educandário. Como
isto significaria entregar o projeto do Educandário sem nenhuma
garantia da característica franciscana, então resolveu-se
não negociar tal municipalização. |
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VEM AÍ: |
| - Cap. da Província em Nápoles – 09-21.04.2007 - Visita Canônica na Custódia - Frei Giuseppe Ferrari - maio 2007 - canonização de S. Antônio Galvão – 11 de maio em São Paulo - ordenação diaconal de Frei Sérgio Ferreira Cintra – 29.06.2007 - inauguração da Casa de Santa Clara – 29.06.2007 (11:30 h) |
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ANIVERSARIANTES DE ABRIL |
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Ir. Maria Ester do Bom Pastor – 04.04 Ir. Maria Francisca das Cinco Chagas – 04.04 Ir. Isabela de Santa Maria dos Anjos – 07.04 Frei Fábio Rogério Sanches – 10.04 |
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S. ANTÔNIO GALVÃO – DADOS
BIOGRÁFICOS (I) |
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Ir. Célia B. Cadorin, C.I.I.C Frei Antônio de Sant'Anna Galvão nasceu em 1739, em Guaratinguetá, Estado de São Paulo, Brasil; cidade que na época pertencia à Diocese do Rio de Janeiro. Antônio viveu com seus irmãos numa casa grande e rica, pois seus pais gozavam de prestígio social e influência política. O pai, querendo dar uma formação humana e cultural segundo suas possibilidades econômicas, mandou o Servo de Deus com 13 anos para Belém (Bahia) a fim de estudar no Seminário dos Padres Jesuítas, onde já se encontrava seu irmão José. Mas o pai, preocupado com o clima antijesuítico provocado pela atuação do Marquês de Pombal, aconselhou Antônio a entrar na Ordem dos Frades Menores. Estes tinham um Convento em Taubaté, não muito longe de Guaratinguetá. Aos 21 anos, no dia 15 de abril de 1760, Antônio ingressou no noviciado do Convento de São Boaventura, na Vila de Macacu, no Rio de Janeiro. Aos 16 de abril de 1761 fez a profissão solene e o juramento, segundo o uso dos Franciscanos, de se empenhar na defesa da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, doutrina ainda controvertida, mas aceita e defendida pela Ordem Franciscana. Depois de ordenado sacerdote foi mandado para o Convento de São Francisco em São Paulo, com a finalidade de aperfeiçoar os estudos de filosofia e teologia, como também exercitar-se no apostolado. Terminados os estudos, em 1768, foi nomeado Pregador, Confessor dos leigos e Porteiro do convento. Foi confessor estimado e procurado, e quando era chamado ia sempre a pé, mesmo aos lugares distantes. Em 1769-70 foi designado Confessor de um Recolhimento de piedosas mulheres, as "Recolhidas de Santa Teresa" em São Paulo. Neste Recolhimento encontrou a Irmã Helena Maria do Espírito Santo, religiosa de profunda oração e grande penitência, observante da vida comum, que afirmava ter visões pelas quais Jesus lhe pedia para fundar um novo Recolhimento. Frei Galvão, como confessor, ouviu e estudou tais mensagens e solicitou o parecer de pessoas sábias e esclarecidas, que reconheceram tais visões como válidas. A data oficial da fundação do novo Recolhimento é 2 de fevereiro de 1774. Irmã Helena queria modelar o Recolhimento segundo a ordem carmelitana, mas o Bispo de São Paulo, franciscano e intrépido defensor da Imaculada, quis que fosse segundo as Concepcionistas, aprovadas pelo Papa Júlio II em 1511. A fundação passou a se chamar "Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Divina Providência" e Frei Galvão, o fundador de uma instituição que continua até os nossos dias. Devido ao grande número de vocações, o Servo de Deus se viu obrigado a aumentar o Recolhimento. Para tanto contribuíram as famílias das Recolhidas, muitas das quais, sendo ricas, podiam dispor dos escravos da família como mão-de-obra. Durante catorze anos (1774-1788) Frei Galvão cuidou da construção do Recolhimento. Outros catorze anos (1788-1802) dedicou à construção da igreja, inaugurada aos 15 de agosto de 1802. A obra, "materialização do gênio e da santidade de Frei Galvão", em 1988, tornou-se "patrimônio cultural da humanidade" por decisão da Unesco. Frei Galvão deu muita atenção e o melhor das suas forças à formação das Recolhidas. Para elas, escreveu um regulamento ou Estatuto, excelente guia de vida interior e de disciplina religiosa. Em 1929, o Recolhimento tornou-se Mosteiro, incorporado à Ordem da Imaculada Conceição (Concepcionistas). A vida discorria serena e rica de espiritualidade quando sobreveio um episódio doloroso: Frei Galvão foi mandado para o exílio pelo Capitão-General de São Paulo. A população, porém, se levantou contra a injustiça de tal ordem, que imediatamente foi revogada. Em 1781, o Servo de Deus foi nomeado Mestre do noviciado de Macacu, Rio de Janeiro, pelas qualidades pessoais, profunda vida espiritual e grande zelo apostólico. |